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Dinheiro ou resultados? + Uma definição + Tchau, Aelcio! + Policiais penais

Publicado em: 26/04/2021 - 10:56

Dinheiro ou resultados?

A mais infantil das questões cientificas – o que vem primeiro: o ovo ou a galinha? – é facilmente respondível. A evolução fez o ovo existir bem antes que o animal galinha viesse a se completar.

Por ocasião da Cúpula do Clima, convocada pelo presidente Joe Biden (EUA), até os brigões atuais (os próprios EUA e a China) se acertaram para ampliar a contribuição de cada país no esforço global por um clima adequado à vida na Terra, mas ficou sem resposta a pergunta oval: o Brasil receberá o primeiro bilhão de dólares da vaquinha contra os rigores climáticos para com eles apresentar resultados concretos ou só vai ganhar se mostrá-los?  Desde as leis antiescravidão, feitas “pra inglês ver” o Brasil é suspeito de não cumprir leis nem acordos. E depois da desastrosa antidiplomacia do ex-ministro Ernesto Araújo a palavra dos líderes brasileiros está sob xeque. A “marca Brasil” sofre forte assédio moral mundo afora.

Na Europa, tem-se a impressão de que a Covid é verde-amarela. Brasileiros são discriminados nas ruas e redes sociais, acusados de não cuidar da saúde e passar a doença por onde andam. Grandes clientes, como a Rússia, queixam-se de soja brasileira com agrotóxico acima dos limites. O maior cliente, a China, reclama do vírus exportado nas embalagens de carnes. É urgente reverter a má imagem do Brasil lá fora. Como negar nunca funcionou, só resta corrigir os erros e seguir em frente.

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Uma definição

Os aliados, senador Marcos Rogério (DEM) e o ex-senador Expedito Junior (PSDB) estão cobrando uma definição do prefeito Hildon Chaves (PSDB) para a eleição de 2022. Como se sabe, Rogério e Expedito tem um acordo para as candidaturas respectivas ao governo e ao Senado e querem apoio do prefeito tucano. Ocorre que Hildon Chaves já não esconde o projeto de disputar o CPA e está batendo o pé. Não aceita ser vice e nem candidato ao Senado. A encrenca está feita.

Três blocos

Já se constata três grandes blocos se organizando para a peleja presidencial do ano que bem.  Na busca da reeleição, temos o presidente Jair Bolsonaro e filhos com sua base aliada, mais o centrão, de um lado, o ex-presidente Lula (PT) e partidos de esquerda na outra ponta numa crescente polarização e o ex-ministro Ciro Gomes, numa aliança do PDT com DEM, PSB e legendas nanicas. Em plena pandemia os primeiros lances para a sucessão presidencial já estão em articulação no tabuleiro nacional.

 Tchau, Aelcio!

Como já não existem mais recursos protelatórios, só resta agora ao deputado estadual Aélcio da TV (PP) cassado por abusos cometidos por promoção pessoal em seu programa de amenidades, entregar sua cadeira para seu primeiro suplente, o ex-deputado estadual Ribamar Araújo, também da capital. Felizmente para a população, Ribamar foi um bom deputado em dois mandatos seguidos e deixou boa impressão no Legislativo estadual. Ele defende as bandeiras da classe agropecuária no estado.

Policiais penais

O que já ocorria em outras cidades que abrigam presídios federais, casos de Campo Grande (MS), Cascavel (PR), Mossoró (RN) também foi constatado nestas bandas, que são atentados contra os policiais penais que administram presídios. As facções criminosas do Rio de Janeiro se instalaram em Porto Velho nas comunidades dos grandes conjuntos habitacionais e já controlam o tráfico de drogas e contrabando em geral. Agentes penais e delegados passaram a correr risco de vida. Muitos já foram assassinados por encomenda em outros estados, alguns em casos rumorosos como ocorreu no Paraná em 2018.

Os prejuízos

O presidente Jair Bolsonaro sancionou o orçamento 2021 sem os recursos necessários para a realização do Censo 2021, que vem sendo adiado desde 2020. Desta forma os estados e municípios ficam sem dados atualizados para receberem mais recursos para saúde, infraestrutura e educação. O rateio do bolo do Fundo de Participação dos Municípios- FPM permanece inalterado, calculado em cima das atuais populações dos municípios, fica prejudicado, já que algumas cidades estão crescendo e outras vivenciando esvaziamento demográfico.

Autor e Fonte: Carlos Sperança

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