Porto Velho / RO - sábado, 25 de setembro de 2021
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Era o Jardim do Éden? + Clima de terror + Jogo de empurra + Campeão de fugas

Publicado em: 25/06/2021 - 4:26

Era o Jardim do Éden?

A origem da palavra religião é “religar” o que foi disperso. O mundo é uma velhíssima história de separações e divisões. Supõe-se que o paraíso bíblico – o Jardim do Éden – existiu quando a Amazônia e o Caribe ainda estavam juntos, há 65 milhões de anos. A Pangea do climatologista Alfred Wegener se repartiu em continentes e estes em centenas de nações, muitas polarizadas internamente entre grupos que se agridem e se enfraquecem até que novas divisões surjam nos próprios polos, mantendo a lógica da fragmentação incessante.

Os ótimos resultados do recente Seminário Internacional Os Desafios da Ciência em Novo Pacto Global do Alimento, promovido pelo Instituto Fórum do Futuro, comprovaram que unir esforços é um artigo de primeira necessidade quando se trata de vencer os duríssimos desafios desta época, na qual uma combinação de crises ameaça a humanidade como jamais aconteceu, sequer durante as duas grandes guerras mundiais.

Unir para vencer essa encrenca depende de superar diferenças e encontrar consensos, o que só pode vir com debate. No seminário citado, pelo menos duas linhas de debates se ligaram ao futuro da Amazônia: uso sustentável dos recursos naturais para reduzir as desigualdades e a conversão da economia extrativista em economia do conhecimento. Sendo temas complexos, portanto, exigem mais debates e consensos.

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Clima de terror

O crime organizado com as disputas sangrentas pelo controle do tráfico de cocaína em Rondônia está impondo um clima de terror em Porto Velho. As unidades do exército ergueram seus muros com cercas elétricas, os colégios estaduais fizeram a mesma coisa, se transformando em fortalezas para enfrentar os contínuos arrombamentos. Muitas igrejas se cercaram com grades – para evitar saques dos marginais. São mais de 3 mil mandados de prisão na capital, sendo procurados desde latrocidas até estupradores. É muito pilantra solto –além dos políticos com culpa em cartório e dinheiro na cueca.

As conversações

O governador de Rondônia Marcos Rocha não tem interesse em precipitar a questão sucessória estadual, já que isto implica mais cacete dos adversários oposicionistas. Mas enquanto aguarda uma definição do partido escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro – já se sabe que pode ser o fracionado Patriotas – ele está abrindo conversações para reforçar as paliçadas de sua coalizão. Rocha já tem apoio de prefeitos importantes no estado e boa parte dos deputados estaduais já está fechada com seu projeto de reeleição

Jogo de empurra

Segue o jogo de empurra entre o prefeito Hildon Chaves e o governo do estado de Rondônia sobre a construção da nova rodoviária de Porto Velho, um conflito de interesses políticos que vem desde a primeira administração do governador Confúcio Moura fazendo o mesmo jogo com o então prefeito petista Roberto Sobrinho. Na segunda gestão de Confúcio até o projeto técnico foi elaborado pela secretaria de Obras do governo estadual, inspirado nos terminais rodoviários de Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC). Mas as coisas não evoluíram na gestão do prefeito Mauro Nazif e emperraram de vez com Hildon Chaves.

Campeão de fugas

O presidio de Ariquemes vai ratificando a primeira posição no ranking de fugas em Rondônia. Sempre superlotado já causou evasões de todas as formas como já denunciaram os deputados estaduais Adelino Follador e Alex Redano. Já são 20 fugas em dois anos e a questão penitenciária na capital do Vale do Jamari é alvo de piadas e agora já se fala até no surgimento de presos tatus que escavam tuneis para fugir, mostrando um certo parentesco com os presidiários de Porto Velho. Os do Urso Branco são especialistas no esburacamento e tornaram o solo daquela unidade prisional num queijo suíço.

A fragmentação

Preocupa a fragmentação do eleitorado de Vilhena e Cone Sul com tantas candidaturas a Assembleia Legislativa e a Câmara Federal nas eleições do ao que vem. Os deputados estaduais da região, que são Rosangela Donadon (PDT-Vilhena), Luizinho Goebel (PV-Vilhena) e Neiva de Carvalho (PTB-Cerejeiras) vão enfrentar um verdadeiro batalhão de postulantes. Como eles espicharam suas bases para outras regiões se sentem mais seguros, mas é uma situação realmente preocupante para os atuais representantes da região. Também é enorme a divisão regional quanto a peleja a câmara dos deputados. Tem mais de uma dezena.

 

 

Autor e Fonte: Carlos Sperança

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