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Negar acumula + Um novo JK + Clã Carvalho + A confissão do governador do Rio Grande do Sul

Publicado em: 05/07/2021 - 10:58

Negar acumula

A campanha eleitoral antecipada (ou permanente) faz mal aos gestores. Os relatórios sobre problemas, deficiências e entraves ficam ocultos ou são maquiados para não armar a oposição. Fica sacramentado que obstáculos e falhas são negados para que os adversários não usem as dificuldades como propaganda.

Negar, porém, não desfaz os problemas. Ataques a adversários reais ou imaginários revelam que a opção de negar a existência dos problemas provém da omissão ou incapacidade para produzir soluções, mascarada com propaganda acusando demônios e inimigos de atrapalhar os gestores bons e honestos.

Se o governo é reeleito, os problemas já se tornaram cânceres. E se a oposição eventualmente se eleger estará às voltas com sujeira acumulada sob os tapetes dos palácios, a tal “herança maldita”. Sem ser reconhecidos nem sofrer ações corretivas, os problemas permanecem e se agravam por inação.

No caso do ministro do turismo, Gilson Machado, ele prefere negar os problemas a apontar correções. Enquanto nega e deixa os turistas mais desconfiados, o mundo se assombra com estudos apontando o alto poder de destruição da seca na floresta, piorando o clima. O negacionista dirá que se há inundações não é preciso se preocupar com seca. Quando ela voltar, basta dizer que mais inundações logo virão. Como o cinismo não dá boa gestão, negar problemas resultará em mais desastres.

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Um novo JK

Na busca de uma terceira via para enfrentar o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), o PSD acena com um novo JK, aquele que construiu Brasília, abriu estradas integrando o País e modernizou a indústria brasileira nos anos 60. Trata-se do senador Rodrigo Pacheco (MG) da bancada federal mineira, mas rondoniense de nascimento, já que nasceu em Porto Velho, nas dependências da antiga garagem da Eucatur (que atualmente abrigam o jornal Diário e Rede TV) onde seu pai tinha residência como diretor da empresa nos anos 70.

Clã Carvalho

Constato o prestigio do Clã Carvalho (Aparício, Mariana e Mauricio) no plano político em Porto Velho com as esferas nacionais. Os ministros que chegaram neste ano por aqui, passaram antes de tudo em visitação pela sua Faculdade, A FIMCA, além da recepção ao senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro em recente visita à Rondônia. Os Carvalhos são tucanos, mas se aproximando muito do clã Bolsonaro estimulando especulações políticas de toda ordem, até de uma aliança regional para as eleições do ano que vem.

A confissão

A recente confissão do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, sobre sua homossexualidade, abre as portas para os políticos rondonienses – e são vários e várias – atuando nos parlamentos municipais, estaduais e federais – saírem do armário. Nos bastidores todo mundo sabe quem é quem e não adianta mais viver às escondidas e fingir o que não é. No Paraná, o prefeito de Curitiba Rafael Grecca, “acusado” de ser gay por alguns adversários, retrucou que não governa com a bunda e sim com a cabeça. Ser gay não impediu Leite ser governador do RGS e Grecca ser eleito prefeito três vezes de Curitiba.

E os petistas?

Animados com a possibilidade de uma nova onda vermelha no País com o crescimento nas intenções de votos do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, os ex-senadores petistas Jorge Viana (Acre) e Fatima Cleide (Rondônia) estão recebendo a convocação do Diretório Nacional para disputar os respectivos governos estaduais. Alianças também estão autorizadas, desde que não sejam com partidos bolsonaristas, considerados os inimigos diretos nas eleições presidenciais do ano que vem.

Mãos abanando

A exemplo de outros ministros que desenvolveram visitações de recreação a Estrada de Ferro Madeira Mamoré em Porto Velho e ao Forte Príncipe da Beira em Costa Marques, o atual ministro do Turismo Gilson Machado Neto, compareceu a Rondônia para uma reunião com secretários estaduais do segmento turístico de mãos abanando. Lembro que nas gestões do tucano Fernando Henrique, dos mandatos dos petistas Lula e Dilma foi a mesma balela de visitações sem nenhum avanço para turismo regional, fato recorrente também no governo Michel Temer.

 

Autor e Fonte: Carlos Sperança

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