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Olho do furacão + Toma lá, dá cá + Todo apoio! + A recomendação + Ainda indeciso

Publicado em: 27/04/2021 - 3:03

Olho do furacão

Pelas brigas que compra e declarações coloquiais em lives, há uma espécie de consenso sobre o presidente Jair Bolsonaro estar no olho do furacão da multicrise brasileira. Em seu último livro, “Número Zero”, sobre os dramas da imprensa, Umberto Eco explica que ninguém entende exatamente o que seja o olho do furacão. Para o senso comum, o olho do furacão é péssimo. Para os cientistas, é ótimo: “o único lugar onde reina a calma, enquanto o furacão vai se expandindo por todos os lados”.

A fala do presidente no furacão da Cúpula do Clima foi considerada contraditória e paradoxal, julgamento incorreto, considerando que o líder brasileiro não teme expor suas crenças, mas aceita argumentos corretivos. Foi assim com a vacinação e a máscara, que desprezava e por fim aceitou. Só faz restrições ao lockdown, medida que a vacinação faz desnecessária.

É um erro acusar o presidente de voltar atrás quando a mudança de atitude é corretiva. Quando ele vai a um encontro de líderes e diz que o Brasil vai respeitar seus compromissos com a proteção ambiental e o clima no planeta, essa atitude deveria ser saudada com entusiasmo. Corrige os erros decorrentes do negacionismo e por ser o que o mundo queria ouvir, é o primeiro passo para desfazer a péssima imagem do país no exterior. Resta provar as palavras com ações. O olho do furacão é o governo, mas a sociedade tem muito a fazer, propor e também se corrigir.

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Toma lá, dá cá

O tradicional esquema adotado pela política governista do toma lá, dá cá que vai desde as emendas parlamentares impositivas até a distribuição de cargos para o segundo e terceiro escalão nos estados funciona para os presidentes e governadores manter maioria nos parlamentares que ficam tutelados e transformados em verdadeiras vacas de presépio. Congressistas bem aquinhoados, significam parlamentares obedientes e dedicados para proteger seus amos de impeachments.

Em Rondônia

Em Rondônia, como em outros estados, parlamentares são beneficiados com o pagamento de emendas e também pela distribuição de uma cota de cargos. Felizes e satisfeitos não fiscalizam nada, mas como o eleitorado já está atento a estas manobras, a maioria dos deputados eleitos nesta linha de conduta acabam sendo rejeitados nas urnas. A mesma coisa vale nas Câmaras Municipais, onde os vereadores fecham os olhos e funcionam como avestruzes na fiscalização dos atos do Executivo.

Todo apoio!

E por falar em falta de fiscalização das ações do Executivo, o prefeito da capital Hildon Chaves recebeu o apoio da Associação Rondoniense dos Municípios-AROM e da Câmara de Vereadores Edwaldo Negreiros no episódio do golpe das vacinas praticado contra o município de Porto Velho. Recebeu apoio inclusive para seguir as negociações com uma empresa que virou bode de bicheira no mercado internacional e que todos os prefeitos que souberam que a coisa já estava sob investigação policial caíram fora.

A recomendação

Ninguém quer a crucificação do prefeito tucano, que tem feito uma ótima administração, diga-se de passagem. Mas a recomendação que se esperava da AROM e da Câmara de Vereadores de Porto Velho era que ao invés de apoiar as negociações com uma empresa envolvida em fraudes, que pelo menos indicassem ao alcaide para pular fora desta fria. O desgaste está se prolongando. A oposição está fazendo uma festa daquelas. O certo é encerrar o acordo com os mafiosos para calar os bocudos de plantão.

Ainda indeciso

O deputado federal Leo Moraes (Podemos-RO) ainda não se decidiu se vai disputar o governo do estado ou uma cadeira ao Senado. Ele tem recebido muitas manifestações de lideranças de vários municípios para a disputa ao governo, mas também vê uma situação mais confortável na peleja a cadeira ao Senado. Uma coisa é certa: se Hildon Chaves for candidato ao governo, melhor ele sair ao Senado para evitar a fragmentação de votos. Se o tucano se lançar ao Senado, fugindo de um confronto direto, a melhor opção de Moraes então será a disputa pelo CPA.

Autor e Fonte: Carlos Sperança

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