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Pedra preciosa + As rachaduras + As sondagens + As avaliações do MDB

Publicado em: 10/06/2021 - 4:56

Pedra preciosa

A pedra de toque serve para testar qualidade e valor. O ministro Paulo Guedes, da Economia, começou mal, ao propor a extinção da Zona Franca, mas foi tocado pela reação regional, que manteve a prioridade. Nesse caso, fará bem ao projeto de desenvolvimento mais rentável e justo da região incluir o Fórum de Inovação em Investimentos na Bioeconomia Amazônica no calendário do Plano de Recuperação Verde, como promoção de caráter anual, para exercer dessa forma o papel de pedra de toque na definição das melhores opções.

A promoção terá o primeiro evento entre os dias 14 e 25, com a pauta de discutir ações relativas ao delicado problema dos investimentos. Pensava-se que o potencial da bioeconomia por si só, como açúcar atrai formigas, traria recursos às pencas, numerosos e fartos. No entanto, essa possibilidade requer providências que cabem ao consenso político e social: preservar a democracia, ampliar a segurança jurídica e tratar a Amazônia como joia da coroa e não gata borralheira. 

O Fórum, portanto, tem a decisiva missão de desatar a imaginação criadora de pesquisadores, cientistas, empresários e gestores públicos mirando o custeio de iniciativas promissoras e a identificação de caminhos e formas para destravar e agilizar a atração de interessados na grande tarefa desta década: fazer da bioeconomia a pedra de toque de um novo Brasil.

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As rachaduras

O bolsonarismo rondoniense vai rachado para as eleições gerais do ano que vem. Vejam: além do grupo político do governador Marcos Rocha (Patriotas) de um lado, a coalizão do senador Marcos Rogério (DEM) de outro e, ainda o PSL de Jaime Bagatoli, Chrisóstomo e Eyder Brasil puxando a corda para seu lado. E temos ainda o ex-governador Ivo Cassol (PP), que se conseguir registrar sua candidatura vai liderar um outro segmento do bolsonarismo em nosso estado. A união entre os agrupamentos adversários é muito difícil já que Bagatoli se sente traído pelo govenador Marcos Rocha.

As sondagens

Ao mesmo tempo que seguem os entendimentos para uma reconciliação entre as alas do senador Confúcio Moura e do ex-senador Valdir Raupp, o MDB começa as primeiras sondagens através do seu presidente estadual Lucio Mosquini em busca de seu candidato a governador na eleição do ano que vem. Já se sabe que alguns prefeitos e ex-prefeitos e deputados já foram consultados a respeito mas refugaram o desafio. Os consultados são unanimes: se o MDB não se unir em Rondônia sofrerá uma nova derrota em 2022.

As avaliações

Por falar em MDB, as primeiras avaliações dos caciques raposões, que são experientes em contendas partidárias em Rondônia, dão conta que se a legenda for unificada para 2022 elege Confúcio Moura ao governo e Valdir Raupp ao Senado. Experiências anteriores sinalizaram sucesso do partido em empreitadas coesas. O partido já teve Ângelo Angelim (nomeado), Jeronimo Santana (eleito pelo voto direto como os demais), Valdir Raupp e Confúcio duas vezes no então Palácio Presidente Vargas. É um partido que está bem organizado nos municípios e sabe virar eleição como ninguém.

A indefinição

Também no PSDB o processo da escolha do candidato ao governo estadual está emperrado. O prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB) e o senador Marcos Rogério (DEM) seguem alinhados, mas não se sabe até quando, pois, os interesses são os mesmos e uma ruptura pode acontecer a qualquer momento e com isto os nomeados pelos Democratas poderão levar um pé da prefeitura de Porto Velho ainda em janeiro do próximo ano. Marcos Rogério conta com uma ala tucana liderada por Expedito para garantir o apoio do PSDB a sua candidatura ao CPA.

Frente de esquerda

Numa outra vertente na disputa ao governo estadual, os partidos de esquerda não se entendem. Tanto o PT, como o PC do B, o PSOL e o PSTU caminham isoladamente e sequer iniciaram conversações para montar uma frente de esquerda no estado. Os partidos devem estar esperando um sinal do presidenciável Lula  e aguardando uma definição do cenário nacional de candidaturas, onde até o PSDB começa se entender com os petistas, algo impensável até alguns anos atrás. É coisa de louco!

 

 

Autor e Fonte: Carlos Sperança

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