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Solidez amazônica + A desconfiança de Jair Bolsonaro + Projeto arriscado? + Tudo de novo?

Publicado em: 14/07/2021 - 10:32

Solidez amazônica

As mentiras, os exageros, distorções e negacionismo sobre a Amazônia continuam causando prejuízos à imagem do país, embora já contornadas parcialmente com a troca dos desastrados ministros das Relações Exteriores e do Meio Ambiente por profissionais mais zelosos das respectivas áreas.

O monturo de absurdos “ideológicos”, porém, trouxe algo positivo: exigiu dos setores responsáveis da sociedade uma avaliação mais acurada sobre a realidade amazônica. A primeira percepção é que a floresta é desconhecida em sua amplitude. Até aqueles que melhor a conhecem revelam com sinceridade que ainda sabem pouco e há muito a pesquisar, informar-se e descobrir, tanto atendendo às visões particulares dos povos da floresta quanto à multiplicidade de olhares científicos.

Os fatos, ao prevalecer sobre as falsificações, dão maior relevo e importância ao evento Entendendo a Amazônia, a se realizar de 19 a 22 deste mês. Nunca foi tão necessário entendê-la. Como afirmou Eric Holtel, diretor da Agri-Rex, promotora do evento, que aguarda mais de vinte mil participantes online de todo o mundo, o desconhecimento e as notícias distorcidas geram a má imagem do país e da Amazônia, cenário que “causa prejuízos socioeconômicos e ambiental, ao impedir progresso em bases sólidas”. A solidez requer objetividade, impossível em clima de antagonismos oportunistas com ideia fixa em eleições.

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A desconfiança

Diante da desconfiança do presidente Jair Bolsonaro ingressar numa sigla sem o total controle do Diretório Nacional, do fracasso na criação do partido Aliança Pelo Brasil e perante lideranças insurrectas no Patriotas, o mandatário já busca novas alternativas. E agora já aceitaria uma composição até com partidos do Centrão tão condenados no pleito de 2018, como é o caso do PP. Neste caso, quem poderia conquistar seu apoio em Rondônia seria o ex-governador Ivo Cassol, donatário da legenda em nosso estado. Seria uma verdadeira reviravolta.

O entendimento

Com a possível desistência do prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB) em disputar o governo do estado melhoraram as relações institucionais da esfera municipal com o governo do coronel Marcos Rocha, este franco candidato a reeleição e já patrolando os adversários pela BR. Porto Velho só tem a ganhar com o entendimento entre estas autoridades que estavam se bicando desde o início do ano. Espera-se também que se entendam sobre outros tantos projetos de interesse da população portovelhense já que nos últimos anos o projeto de esgotamento sanitário pouco avançou.

Projeto arriscado?

Nos meios políticos é considerado arriscado o projeto político do ex-senador e ex-ministro da Previdência Amir Lando em disputar uma cadeira ao Senado em 2022, tendo em vista derrotas recentes à Câmara dos Deputados. Não pela falta de qualidade deste ex-parlamentar, que é um grande tribuno, tem um enorme trabalho em Rondônia desde a Constituição do Estado e no Congresso Nacional foi uma das figuras marcantes. Ocorre que Lando se perdeu no tempo, perdeu suas bases e reconquistar este espaço, diante do nascimento de novas lideranças é uma tarefa penosa.

Mesmo acordo

O mesmo acordo estipulado pelo então governador Confúcio Moura (MDB) com o então prefeito de Porto Velho Mauro Nazif (PSB) depois de enrolação durante tantos anos, foi firmado depois de tanto jogo de empurra entre o atual governador Marcos Rocha (sem partido) e o atual prefeito Hildon Chaves (PSDB) sobre a construção da nova rodoviária da capital. O governo do estado fará o repasse dos recursos e a municipalidade fará a administração do empreendimento. No acordo anterior a coisa avançou até a elaboração de um projeto técnico e depois ruiu tudo.

Tudo de novo?

Se o processo da construção do novo terminal rodoviário de Porto Velho começar hoje do zero, só a escolha da área e a liberação das licenças ambientais se prolongarão no mínimo por uns dois anos. Com muito otimismo teremos a nova rodoviária em quatro anos, se for com pouco otimismo o papo entre as autoridades seguirá o mesmo rumo do que ocorreu com governadores e prefeitos anteriores, ou seja necas de nada. Aproveitar o projeto técnico do governo Confúcio inspirado nos terminais de Cuiabá e Rio Branco poderia acelerar o processo, em caso de bom senso ao meio de rivalidades tribais dos mandatários.

 

Autor e Fonte: Carlos Sperança

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