Porto Velho / RO - quarta-feira, 4 de agosto de 2021
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A lição da luz + Um esforço do MDB + Tribunal do crime + A construção civil

Publicado em: 24/06/2021 - 4:33

A lição da luz

Atribui-se o início da estreita relação entre o Sul do país e a Amazônia ao histórico Discurso do Rio Amazonas proferido por Getúlio Vargas em 9 de outubro de 1940, prometendo uma nova política para a região. Logo em 1943 ele criava o Território Federal do Guaporé, cuja evolução levou aos projetos de colonização do Incra nas décadas finais do segundo milênio em Rondônia com a forte presença de colonos de origem sulina.

Com a certeza de que “rios voadores” amazônicos sustentam a produção agrícola do Sul, em estudos datados de 2009 essa relação foi consolidada e se ampliou com o conhecimento de que as secas incomuns no Sul têm origem no desmatamento. A relação Amazônia-Sul sempre foi ligada à produção rural, mas um fato novo veio levar essa percepção aos habitantes das metrópoles das regiões Sul e Sudeste: o desmatamento e a seca estão associados ao aumento de suas contas de energia elétrica.

A percepção de interações amplas entre as regiões também teve como consequência silenciar movimentos separatistas sulinos como a “República do Pampa”. Já não há mais como separar o destino do Brasil da realidade amazônica. Um projeto para o país compreende a estreita interação entre as riquezas da bioeconomia e as massas consumidoras do Sul. Com isso, a conta da luz já abre os olhos para a necessidade de um projeto nacional, pois o país só será forte se continuar grande.

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Um esforço 

O MDB rondoniense vem desenvolvendo esforços voltados a unidade do partido. As bases clamam por um acordo entre as duas alas que racharam a legenda em 2018, quando a agremiação afundou e não conseguiu eleger seu candidato, Maurão de Carvalho a governador. As lideranças regionais estimam que se a legenda voltar unida e motivada emplaca o CPA, elegerá um senador, dois federais e pelo menos cinco estaduais. As primeiras conversações para a unificação do partido foram articuladas pelo atual presidente regional, deputado Lucio Mosquini.

Donos da bola

Recentes sondagens dão conta que o atual prefeito Hildon Chaves (PSDB) e o deputado federal Leo Moraes (Podemos) são os  grandes nomes do eleitorado em Porto Velho. Mas suas forças podem ser anuladas, em contraposição aos rivais do interior do estado, se ambos disputarem os mesmos cargos eletivos. Se um concorrer ao Senado, melhor que o outro postule o governo e assim por diante. Com o campo livre, sem esta concorrência predatória entre ambos, eles teriam as melhores chances de sucesso na jornada 2022, mesmo porque começaram a criar raízes também no interior.

Tribunal do crime

Comportamento importado dos morros do Rio de Janeiro e das favelas paulistas, o tribunal do crime rola solto em Porto Velho e atinge de rijo as facções do crime organizado ligado ao tráfico de drogas em Rondônia. Só neste ano mais de uma dúzia de jovens foram chacinados em execuções que ocorrem principalmente nas regiões mais populosas da capital rondoniense repletas de conjuntos habitacionais populares, casos da Zona Leste (eixo Tancredo/JK/Marcos Freire e na Zona Sul (Eldorado/Caldinho/ Castanheiras). A situação só tem se agravado.

A construção civil

Impressiona o expressivo movimento nas lojas de materiais de construção em Porto Velho, num contraponto com outros setores da economia ainda com dificuldades como o hoteleiro e tantos fechamentos no comercio lojista, bares e restaurantes. A opção por construir se deve ao aquecimento na venda de imóveis beneficiando as construtoras que estão com vários empreendimentos rolando em múltiplos quadrantes da cidade e a opção das famílias em retirar o dinheiro da poupança onde tem sofrido prejuízos com as baixas taxas de remuneração para investir em reformas e até no ramo imobiliário.

Custo elevado

Por conta da procura aquecida de materiais de construção – tanto do básico como do acabamento o custo do metro quadrado das obras encareceu muito em Porto Velho. Seja pela escalada dos preços do milheiro de tijolos e de telhas cerâmicas (neste caso o milheiro já passou dos R$ 4 mil) aos novos desembarques de encomendas de pisos e revestimentos nas boas casas do ramo com aumentos de até de 40 por cento com relação ao ano passado. Materiais como o ferro e cobre estão tão caros que provocaram ondas de roubos em fiações elétricas nas casas e nos postos de iluminação e no acervo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré.

 

 

Autor e Fonte: Carlos Sperança

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